No último domingo(1º/05) comemorou-se dois eventos no Brasil, um é quase mundial (Dia do Trabalhao) o outro é bem brasileiro mas o mundo sempre se lembrará de Airton Senna. E o que o Hino Nacional tem a ver com isso?
Bem, comemoraçoes do Dia do Trabalho tem tido participação de muitas autoridades e eventos com autoridades costumam ser precedidas do Hino Nacional, mas não é obrigatório, já, qualquer vitória de Airton Senna na F1 era acompanhada do Hino na hora de receber a taça da vitória.
Mas no último domingo houve a prova da Fórmula Indy e por ser um evento originalmente americano (apesar de ser dizer mundial) cantou-se o Hino Americano e depois Luan Santana cantou o Hino Brasileiro, mas como ele foi cantado? Veja aqui. Note-se que parece nem haver diferença entre o Star and Strips Forever e o nosso Hino.
A questão é, por que o hino americano sempre é cantado no ritmo e no tom original e o Hino Brasileiro não? Pra mim o objetivo ai é sucumbir à cultura internacional (leia-se americana). Existe uma porção de justificativa para se fazer tal alteração no modo de cantar o Hino, mas você ja ouviu algum dos Hinos dos outros países serem alterados para atender algum capricho de organizador de evento internacional? Não, já o hino brasileiro sofre várias intervenções.
Hoje não se pode mais cobrar dos jogadores da seleção (seja de que esporte for) que cantem o Hino Nacional corretamente, ele é tocado em partes, mesmo nos eventos oficiais canta-se variações daquela versão horrenda "inventada" pela Fafá de Belém na época do velório do Tancredo Neves. Eu não fui contra ela cantar naqueles dias aquela versão, cabia pro evento e pra época, afinal a morte do Tancredo foi mesmo uma comoção nacional e nem é apropriado cantar algo tão cadenciado e vigoroso num velório, mas estamos falando de eventos comemorativos de festa e alegria nacional, então porque não cantar a versão oficial? Só porque rememora o período militar? Não, o Hino é Nacional, pertence à Nação, não a uma categoria de administradores, não aos militares, pertence à Nação e ela, mais que qualquer político, artista, esportista, celebridade enfim, merece nosso respeito, admiração e consideração. Que tal cantar assim?
Realmente os escritores merecem crédito mesmo, fico pensando nos colunistas de jornais e revistas e blogueiros profissionais que precisam escrever todos os dias (às vezes todas as horas) sobre alguma coisa, parar para escrever realmente é um trabalho e merece ser remunerado. Eu mesmo não tenho tido saco para parar para pensar e escrever, por isso desde 04/03 não tenho postado nada. Apesar de até querer me manifestar sobre alguns assuntos que tem rondado a sociedade nos últimos dias.
Minha concentração para o trabalho regular tem sido intensa e me impede de passar por aqui, mas com os poucos leitores que tenho, acho que nem tem sentido falta dos posts, mas como esa atividade é principalmente para treinamento, volto hoje a postar. Motivação principal para esse posta é a noticia sobre o Orçamento Participativo da cidade de São Bernardo. Um leitor criticou o fato de haver muitos comissionados nas reuniões do OP da cidade. É gozado como esse pessoal (os comissionados) sofrem críticas e continuam a existir e aprecem não se importar com o que falam mal deles, porém, sem os mesmos muita coisa não funcionaria nas administrações públicas, sendo assim, considero-os um mal nescessário. Mas vamos ao que interessa, asclarecer uma indignação do leitor:
Não quero e não preciso defender os tais comissionados e suas participações nas reuniões do OP ou qualquer outra reunião com a população, acontece que os lideres sejam eles partidários, ou da administração nescessitam de assessores que façam as anotações que são pertinentes e abasteçam os lideres de dados para dar resposa a questionamentos da população. Ninguém tem memória e recursos que possa anotar pedidos e não esquece-los, assim, entendo a que presença desses comissionados nescessária e salutar para dar a importancia que tal instrumento da administração tem. Se os moradores acham que tem muitos comissionados participando das reuniões talvez seja porque os moradores estejam não participando e assim ficam em minoria. Talvez seja melhor convencer a população a participar mais das tais reuniões do OP do que criticar a presença dos tais comissionados, até porque se a população continuar a comparecer em massa a essas reuniões vão surgir mais trabalho para os mesmos e assim estarão justificando suas funções e seus salários (que não são baixos).
Há disvirtuamento na participação dos comissionados na participação dessas reuniões? Há, mas como disse acima, só a participação ativa da população diminuiria a influencia dos comissionados sobre os temas que a população entende ser de seu interesse. Por ser um instrumento novo para São Bernardo muitos ajustes precisão e serão feitos, mas quem deve apontar esses ajustes deve ser os mais interessados (a população).
Sim, ele o Hendrix com musicas conhecidas mas com novos arranjos, ou seja, novos acordes da guitarra mais louca do finla dos anos 60 e início dos 70.
Foi descoberto novas gravações do grande guitar hero da história e você poderá ouvi-lo no blog do Maia, porque ue não vou deixar de dar os créditos a quem faz a noticia. Lá tem 4 gravações que quem gosta se delicia com esse camrada que tocava como ninguém. Passa lá, é possível que eu compre esse disco sim, mas parece que vai dar pra baixar, então...
Ah! Sim, o nome do disco vem bem a calhar "Nos Vales de Netuno", imagina se não é uma viagem.
O que falar de Metallica em São Paulo? Tudo e nada.
Eu prefiro deixar as informações musicais para os especialistas, portanto, as informações deste tipo deste post são de responsabilidade do site do UOL, ja minhas opiniões são mais sobre o espetáculo mesmo, mas vamos lá. Show de rock que é show de rock tem que ter muita gente de vários tipos e certamente são refrigerados a cerveja, mas nessa eu não me incluo, me limitei a um copo d'água no final do evento e tava muito bom, pude curtir o show totalmente sóbrio e maravilhado pelo que vi.
O Metallica não é propriamente o grupo do qual eu seja um fã incondicional (na verdade não me acho "fã" de nenhum grupo), mas entendo que é o grupo de heavy metal que é pelo menos audível e esse show comprovou isso com todos os seus decibéis. A abertura do Sepultura foi excelente, os fãs fazem parte da mesma tribo (lógico) e apesar do volume ter sido menor para eles ainda assim os caras botaram pra quebrar, o público ovacionou os caras, acompanhou a maior parte das músicas e "Roots" foi um verdadeiro hino para os ouvidos metaleiros, toda a turba gritava "Roots Bloody Roots", mas garanto que se estivesse na mesma equalização do Metallica o Morumbi desmoronaria. Veja aqui o set list deles.
Após um breve intervalo para troca dos instrumentos (principalmente a bateria) o telão começou a mostrar uma cena de "Três Homens em Conflito" (que aliás, acho que vou alugar para ver de novo) para em seguida começar com Creeping Death, como o estadio já estava às escuras não deu pra notar se aquela dança maluca em que um empurra e chuta o outro também rolou lá na pista, mas com certeza eu não queria estar naquele meio pra saber isso.
Pra quem entende, segue a lista das músicas apresentadas:
"Creeping Death" "For Whom the Bell Tolls" "The Four Horsemen" "Harvester of Sorrow" "Fade to Black" "That Was Just Your Life" "The End of The Line" "The Day That Never Comes" "Sad But True" "Broken, Beat & Scarred" "One" "Master of Puppets" "Blackened" "Nothing Else Matters" "Enter Sandman"
bis "Stone Cold Crazy" (cover do Queen) "Motorbreath" "Seek and Destroy"
Sim, teve um cover do Queen, mas as mais cantadas pelo público foram "The Day That Never Comes", "Sad But True", "Master of Puppets" e a mais pedida "Seek and Destroy". É ai que há uma grande contradição: quem viu os videos e até eu que não vi o "Orgulho, Paixão e Glória" inteiro sabe que quando eles tocam essa música é porque o show vai terminar, mas assim que eles retornaram para o bis o povo já estava pedindo "Seek", ai eu pensei, como assim o pessoal parece estar gostando do show e eles pedem para tocar a última música logo de cara? Mas quem controla a turba? Sim, ele mesmo James Hetfield que arranhou o português e foi muito pausado para falar o inglês nos momentos de recadinhos e agradecimentos ao público o que é claro facilitou aos pouco acostumados com o inglês (como eu) para entendermos algumas coisa que ele quis dizer. Mas é assim, basta o cara dizer "Sao Paulo" e "Brazil" e a turba grita, mesmo sem saber o porque. Mas garanto que ele não xingou ninguém.
Sinceramente eu esperava mais fogos de artifício, principalmente no final, mas eles limitaram essa pirotecnia apenas para algumas partes de algumas músicas, principalmente "One" com chamas no próprio palco explodindo e esquentando o ambiente. As quatro colunas fumegantes apresentadas em uma das músicas chegava a esquentar o ambiente a mais de 100 metros de distancia, por isso estavam escondidas ao lado do palco. Enfim, um show.
Mas, e sempre tem um mas, nos poucos shows a que fui nestes últimos meses já pude verificar algumas coisas que poderiam ser melhores mas o controle de qualidade nacional é péssimo e ai me proponho a "botar a boca no trombone" para a parte nacional da coisa. Sim, porque a obrigação do Metallica se limita ao palco, fora dele o que els controlam é a mesa de som e iluminação, o demais são serviços de brasileiros e ai a qualidade é precária.
Não é por causa da mão de obra não, é por causa da ganância mesmo. Veja só. Fuji de assitir a esse show da pista por imaginar que veria muito pouco pelo telão como aconteceu no AC/DC, apesar de saber do super telão de alta definição que faz parte do show, mas o que fizeram os "ixpertos" organizadores brasileiros? Montaram dois "telõeszinhos" quadrados e escuros ao lado do palco. Resultado: quem comprou ingressos na lateral (meu caso) não pode ver mais do que 1/4 do telão original. Ai você diz, mas não é pra ouvir a música? Quer ver o que? Ora, quero ver a performace dos músicos, se fosse apenas para ouvir eu ligava o CD em casa e ficava lá imaginando a apresentação, por isso é que são disponibilizados hoje em dia os tais telões para que quem está ao longe possa ver detalhes que não pode ver de perto pelo excesso de pessoal. Quem viu bem o telão e por consequencia o show, foram os que assistiram a partir do meio do estádio (centro da pista e arquibancada laranja (apesar de estar ao longe), bem pelo que pude avaliar, acho que os VIPs devem ter tido algum tipo de privilégio para ver o grupo, mas eu nem imagino onde eles podem ter ficado.
Privilégio, aliás, só teve mesmo foi o Sepultura porque o público que pagou mesmo não tem nem teve nenhum tipo de privilégio, a não ser é claro o dado pela natureza. Milagrosamente o dia 30/01/2010 foi o primeiro dia do ano que não choveu em São Paulo, felizmente também não fez um sol de verão, ai pudemos todos vestir nossas camisetas pretas e assistir o show sem suar muito. Tudo bem que show de rock não é pra ficar sentadinho só ouvindo as músicas, isso talvez seja uma verdade para shows do Pink Floyd, Genesis, Yes, etc, mas para metal não, porém o que fazer no período que vai da abertura dos portões até o início do espetáculo? Os organizadores acham que temos que ficar em pé, apesar de ter-se cadeiras numeradas em todo o estádio eles não garantem os números de assentos indicados no ingresso, por que? Para poder vender mais do que a capacidade do estádio e dizer que o "show lotou" ou "esgotou". Resultado, pra quem chega mesmo dentro do horário o lugar não é garantido e ficamos, assim como muitos, "alojados" nas escadarias em pé, pois o passa passa de sedentos por cerveja é constante mesmo durante a apresentação. Sim, como eles haviam vendido mais do que a capacidade do estádio para o sábado, acharam que um "show extra" seria muito vantajoso para ambas as partes (organizadores e banda), em consequencia lotação exagerada no sábado e sobra de ingressos para o domingo. No final do evento um rapaz veio me oferecer ingresso para o domingo que foi devidamente recusado por "compromissos inadiáveis" do escritor, talvez o show de domingo tenha sido mais tranquilo para a assistencia.
Outra coisa que irrita é o tal controle de entrada, você acha que os ingressos que são confeccionados com controles rigidos de segurança para evitar falsificações vão facilitar e tranquilizar sua entrada mas eles não facilitam muito não e parece até não ser tão necessários assim. Um pessoalzinho bem frágil (rapazes e meninas até franzinos) tem um leitor optico nas mãos e leem os ingresos, que já foram carimbados na primeira entrada e você não precisa introduzi-los nas catracas (como no Metrô), por isso fiquei com uma parte do ingresso (servirá como suvenir no futuro). Não achei que os tais "armarios" de segurança estavam em número suficiente para conter algum agito, alás não vi segurança algum durante o show no meio da platéia, lógico que eles não poderiam fazer nada no meio de uma confusão, mas e a "sensação de segurança"?. Pra minha sorte e cuidado não precisei ir ao banheiro, mas imagino como deveria estar "uma beleza", afora isso a "lanchonete" não tinha muita coisa a oferecer senão uns lanchinhos bem mal feitos e melequentos e cerveja, muita cerveja (que sabemos provoca muita vontade de ir ao banheiro mijar até não poder mais). Pelo menos a água estava gelada, mas aquela lanchonete é preparada para o publico futebolístico não ouvintes de música e um pouco mais exigente como eu. Ah! Sim,a lanchonete pelo visto só aceita dinheiro, pois a hora em que fui comprar água não vi nenhuma daquelas maquininhas para cartãod e débito/crédito, mas aquilo não é um shopping não é mesmo?
Conclusão: na minha humilde opinião a organização não vale metade do ingresso, portanto para um valor de R$ 90,00 pelo qual paguei o ingresso teria sido muito mais justo o valor de 40,00 (por meia entrada) e já estaria de bom tamanho, mas lotar ainda mais o estadio não era bem o que eles queriam certo? Os organizadores tem muito o que aprender em atender o público e eu acho que se pudesse deveriamos entrar com um processo mais duro contra essas empresas para receber algum dinheiro de volta por terem vendido gato por lebre, não pelos músicos que cumpriram sua devida obrigação, mas pela organização do evento que não se importou com o conforto e segurança do público.